O nordestino foi surpreendido com a notícia do possível fim de parte da sua cultura, a vaquejada, notícia que se originou na Suprema Corte Jurídica, que decidiu pela impossibilidade de reconhecer a atividade como esporte. 

Quando se afirma que o Nordeste Brasileiro deixou de ser compreendido em sua expressão cultural – vaquejada, é porque a suprema Corte (por maioria) não se aprofundou no tema a ser julgado e com isso deixou de ter a exata dimensão cultural daquela  atividade, que por sinal é praticada a mais de cem anos.

 

É importante ressaltar que o voto da ministra presidente do Supremo Tribunal Federal, o qual proporcionou o desempate julgando pela inconstitucionalidade da norma, foi prolatado com base em material disponível em vídeos na internet. A ministra asseverou que não possuía vivência com o tema mas que após assistir alguns vídeos disponíveis na rede mundial de computadores, se convenceu que existia a possibilidade de maus-tratos e que por isso votou pela inconstitucionalidade da norma.  

 

 Ainda quanto ao voto da incompreensão, afirmou a ministra que a cultura de um povo se muda e que acreditava que era o momento de mudar a cultura dos nordestinos em relação à vaquejada.

 

A incompreensão fica ainda mais estampada à medida em que a busca de regulamentação da atividade vaquejada é uma mudança da cultura nordestina em abandonar práticas arcaicas de realizar a atividade e se adequar ao novo modelo.

 

Ora, a matéria chegou ao Supremo Tribunal Federal graças a iniciativa de apresentar um novo padrão de vaquejada, mostrando que a forma atual de realização da atividade se adequa ao bem-estar animal. Para a surpresa dos nordestinos a lei foi julgada inconstitucional tomando por base a antiga vaquejada, pois em momento algum se questiona o modelo atual, todo o material usado pelos que lutam contra a vaquejada se baseia no modelo passado, inclusive os vídeos que a ministra assistiu, pois pouco se tem de vídeos da nova vaquejada.

 

O nordestino mudou sua cultura no que concerne à vaquejada, pois, desenvolveu novas formas de realizá-la, sem com isso causar maus-tratos aos animais e quando solicita ao Estado o reconhecimento (regulação), é surpreendido com possibilidade de ter sua cultura retirada à força.

 

Como bem disse a ministra da Suprema Corte, a cultura de um povo pode ser mudada. O nordestino mudou a sua e foi incompreendido, uma vez que os incompreensíveis querem simplesmente extirpar a  cultura do sertanejo nordestino.

 

A vaquejada para o nordestino é o arroz com feijão, ele não vive sem, por essa razão é que houve o empenho para se adequar as novas formas de correr boi.

 

Desta forma, é necessário que o tema vaquejada seja amplamente debatido para que possa ser compreendido e consequentemente haja um julgamento correto.

 

Um povo aceita mudar sua cultura e a vida em sociedade impõe essa mudança, porém, nenhum povo aceita ver sua cultura ser arrancada abruptamente, como alguns pretendem fazer com o nordestino e a vaquejada.

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